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RDR no Programa Domingo Legal, DO sbt
O Grupo RDR Dana de Rua, de Pedreira, foi uma das atraes do Programa Domingo Legal, levado ao ar todos os domingos pelo SBT Sistema Brasileiro de Televiso, com a apresentao de Celso Portioli. Os danarinos coordenados pelos coregrafos, Califrnia e Mrcio Dias, apresentaram a coreografia Kolossus e foram muito aplaudidos pela platia e convidados do programa. O Grupo RDR foi contemplado com um prmio no valor de R$ 1.000,00. Alm do prmio o que nos deixa felizes poder mostrar para todo o Brasil nosso trabalho, destacou na ocasio Mrcio Dias.
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A História em forma de novela...
por Prof.Luiz Pereira
 

Amparo reserva para todos seus habitantes um passado glorioso. Os personagens e fatos de outrora são muito ricos.

Atendendo um convite muito gentil da Eliana Dagmar, passo a colaborar com seu jornal eletrônico, através do livro “DIÁRIO DE UMA CIDADE CONQUISTADA”, de autoria do grande escritor, jornalista, empresário e esportista João José Jorge.

O texto do livro será transformado em uma novela que relata o dia a dia do mês de setembro de 1932, quando Amparo foi invadida pelas tropas do governo de Getúlio Vargas. O relato é de uma pessoa – João Jorge - que viveu aquele período. Em capítulos semanais, acompanhe nesta coluna a história verdadeira e emocionante que narra, segundo João Jorge, “o maior movimento cívico jamais visto no Brasil.”

Setembro 9

      Novos recuos. Outras posições perdidas. Após noite de vigília e madrugada ameaçadora, surge um dia claro e ensolarado que é o reverso dos corações.

      Agora o combate é aqui mesmo. A gente pode ver os soldados se movimentando no alto Dops morros. Até ontem ouvia ao ribombo dos canhões, o cacarejar das metralhadoras, mas hoje, desde a madrugada que se ouvem também o estalido seco dos tiros dos fuzis, parecendo martelos a socarem  pregos  em tábuas.

     Estão os paulistas nas últimas posições, às portas da cidade. Um novo recuo e adeus tudo. Encarniçados são os combates. Até mesmo um soldado do Batalhão de Justiça que vivia de namoro com uma garota da vila Tafner, no largo da estação, foi forçado a largar o namorico. A moça olha para o morro da Biquinha e chora fazendo carnaval.

     Crepitam incessantes os tac tac dos fuzis. Corre indiferente o dia.

     Reina total confusão. Todos piram, como podem. Até mesmo de cabriolé.

     A população anda se esgueirando rente às paredes. Atravessa correndo as ruas, com medo de bala perdida que de quando em quando saracoteia pelos paralelepípedos.

     Vara o dia o tiroteio. Às quatro horas da tarde, numa avançada pelos flancos, os ditatoriais obrigam os paulistas a entrarem na cidade e ficam senhores das melhores posições, a cavaleiros nos últimos contrafortes. São os voluntários paulistas que tomam qualquer condução e fogem espavoridos.

     Ainda restam muitos na luta. Na cidade não existe mais um soldado.

     No meio desse barulho todo, surge o ronco de um avião. Olhos o procuram com avidez. Muito alto, vem com ele uma réstea de esperança.

     - É  paulista?

     - Deve ser. Vem do lado de Bragança.

     Evolui sobre o teatro da guerra. Para o motor. DEesce em pique, vertiginosamente. Pulsam amendrontados os corações. Entra de novo em funcionamento o motor, e o avião retoma vôo para ao alto, largando antes alguma coisa, que desce assobiando. E, estupecfatos, todos ouvem em seguida o medonho estrondo da primeira bomba. Bomba sobre os paulistas.  Desapareceu a última réstea de esperança. Sai o povo a correr, povoam-se todas as estradas. Povoam-se de retirantes: soldados e populares espavoridos. Volta o avião. Repete a cena uma, duas, três vezes. Ribombam mais fortes as explosões. Balas em fusão, vêem morrer nos telhados e nos lagedos. Balas que procuravam o avião. Cresce de forma inenarrável a ondas de boatos.Ninguém se entende. Nenhuma voz se faz ouvir.

     Caminhões retornam do front trazendo soldados fugitivos. Dizem o diabo das bombas. O povo está todo nas ruas, expressão patética, rostos crispados, sem forças para agir. Descontrole geral. O boato sufoca. Já ninguém mais sabe se ainda terá  tempo pára fugir. Vai gente de um lado a outro, desorientada. Gente carregando malas, gente sobraçando embrulhos, vaga procurando saída, em meio a soldados que piram. Outros ficam mesmo para morrer. Já se sabe que a posição é insustentável. Engrossa a funilaria.

     Desce a tarde e com ela fogem os derradeiros soldados. Talvez ainda restem alguns combatendo. Na cidade, mais nenhum.

     Vem a noite. Esta será a pior de todas. Batem balas no calçamento. Balas passam sibilando como ferro em brasa posto na água fria. (Continua no próximo capítulo).

Leia também:
> Capítulo I
>
Capítulo II
> Capítulo III
> Capítulo IV
> Capítulo VI
Não perca na próxima semana...
Na próxima semana, o relato dos acontecimentos em Amparo no 10 de setembro de 1932, segundo o escritor João Jorge, em “Diário de Uma Cidade Conquistada.
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