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Novo Delegado Seccional
Dr. Nestor S. Penteado Filho assumiu, no início de agosto, a Delegacia Seccional de Mogi Guaçu. É especialista e mestre em Direito processual penal pela Universidade Paulista, autor de diversas obras na área jurídica, professor da Faculdade de Direito de Jaguariúna (FAJ), professor concursado da Academia de Polícia Civil de São Paulo e coordenador do curso de pós-graduação em criminologia da Faculdade de Direito de Jaguariúna.

Papo Sério
A palavra tem força. Pode construir ou destruir. É nossa responsabilidade as palavras que proferimos. O texto que ilustra essa premissa deixa bem claro essa verdade. Confira e dê sua opinião.
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A História em forma de novela...
por Prof.Luiz Pereira
 

Amparo reserva para todos seus habitantes um passado glorioso. Os personagens e fatos de outrora são muito ricos.

Atendendo um convite muito gentil da Eliana Dagmar, passo a colaborar com seu jornal eletrônico, através do livro “DIÁRIO DE UMA CIDADE CONQUISTADA”, de autoria do grande escritor, jornalista, empresário e esportista João José Jorge.

O texto do livro será transformado em uma novela que relata o dia a dia do mês de setembro de 1932, quando Amparo foi invadida pelas tropas do governo de Getúlio Vargas. O relato é de uma pessoa - João Jorge - que viveu aquele período. Em capítulos semanais, acompanhe nesta coluna a história verdadeira e emocionante que narra, segundo João Jorge, “o maior movimento cívico jamais visto no Brasil.”

Afinal!

A guerra neste setor.

Primeira escaramuça em Brumado. Fugitivos das fazendas relatam o sucedido, pintando tudo em cores negras. Intenso movimento de soldados. Os paulistas estão recuando. Soldados do Batalhão de Justiça, do Batalhão 23 de Maio, do Batalhão do Braz, agora que a guerra chegou de farto, já não são os mesmos. Guerra não só carinho e bom passadio. Não é só ter flor na abotoadura e uma pomba alva pousada no ombro. Tentam fugir soldados do Batalhão do Braz. Assim aconteceu em Pinhal. Famílias, ante o pavor das notícias descontroladas que chegam, começam a abandonar a cidade.

Há no ar uma vibração de nervos. Há medo tomando conta de toda a cidade. Ninguém mais se sente com garantias.

O segredo sobre as operações, mantido durante todo o prefácio da guerra neste setor, rompe brutalmente quando dezesseis sucessivos tiros de canhão já não tão distantes, convencem de forma categórica sobre a dura realidade.

Amparo está ao alcance das forças ditatoriais, sobre as quais se contam coisas pavorosas.

Vão tropas pela lombada dos morros a fim de evitarem brechas no setor de Brumado. Ali se trava luta terrível.

Começa a ser ouvido nitidamente o medonho cacarejar das metralhadoras.

Esse cacarejar vara o dia todo vem tornar tétrica a noite que se aproxima. Tiros esparsos de canhão rebentam violentamente o negrume. A metralha continua na sua gargalhada infernal.

Eis quando chega outra nova. Novo recuo dos paulistas. Desta vez a guerra chegou a Pantaleão.

Se as orações fossem pagas nessa noite, os santos se rejubilariam.

Leia também:
> Capítulo I
> Capítulo II
> Capítulo IV
>
Capítulo V
> Capítulo VI
Não perca na próxima semana...
Na próxima semana, o relato dos acontecimentos em Amparo no 8 de setembro de 1932, segundo o escritor João Jorge, em “Diário de Uma Cidade Conquistada.
 
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