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A História em forma de novela...
por Prof.Luiz Pereira
Amparo reserva para todos seus habitantes um passado glorioso. Os personagens e fatos de outrora são muito ricos.
Atendendo um convite muito gentil da Eliana Dagmar, passo a colaborar com seu jornal eletrônico, através do livro “DIÁRIO DE UMA CIDADE CONQUISTADA”, de autoria do grande escritor, jornalista, empresário e esportista João José Jorge.
O texto do livro será transformado em uma novela que relata o dia a dia do mês de setembro de 1932, quando Amparo foi invadida pelas tropas do governo de Getúlio Vargas. O relato é de uma pessoa – João Jorge - que viveu aquele período. Em capítulos semanais, acompanhe nesta coluna a história verdadeira e emocionante que narra, segundo João Jorge, “o maior movimento cívico jamais visto no Brasil.”
Cabe agora a tentativa de relatar a história da guerra constitucionalista, vivida por esta cidade, de ambas as partes. Antes como terra paulista, dando-se de corpo e alma ao maior movimento cívico jamais visto no Brasil. Depois de vibrar no anseio comum, depois de entregar seu ouro e suas alianças para o Bem de São Paulo, passou a terra conquistada. Terra de ninguém como campo de batalha. Sofrendo em surdina naqueles dias enfarruscados de Setembro. Tomada de assalto por brasileiros de outros rincões, sedentos de vingança. Cada família fechada no recesso de seu lar, portas trancadas, temerosa de traição e represálias.
Antes, vibrando e recebendo de braços abertos os seus soldados. Mandando para a luta seus próprios filhos. Admirada ao ver o primeiro capacete de aço forjado em São Paulo. Admirada com o trem blindado. Depois, na retaguarda sofredora e conquistada. Na retaguarda onde tudo dava aos seus defensores e agora tudo nega aos que a conquistaram, mesmo a complacência de um sorriso. Nega até aos feridos um sorriso de compaixão. Retaguarda opaca, espessa, que não fugiu porque não quis ou porque não pode. Retaguarda passiva que antes aguardava seus soldados até o fim das madrugadas. A essa retaguarda faltou a voz dos seus chefes na hora precisa. Os chefes foram os primeiros a debandar. Quem fez a guerra deveria ter coragem suficiente para enfrentar seus percalços. Sacrífícios sem conta, benefícios incalculáveis, passaram ignorados porque o povo os fez por se tornarem precisos e não com fito de evidência.
Em Amparo, as autoridades de todo o jaez, todas elas sem exceção de uma só, arrumaram álibis inadiáveis quando o perigo rondou os nossos limites.
E, quando a guerra chegou, fera implacável, só o povo ficou para curtir dias diferentes.
No setor de Amparo a guerra pela Constituição foi tão árdua como nos demais. Aqui ela se desenrolou forte, áspera, acesa e, no entretanto, pouco dela se disse ou escreveu. Mistérios envolveram este setor. Por aqui as tropas ditatoriais vararam sempre bem informadas, sempre com maiores facilidades.
Traições? De tudo se fala nestes dias de guerra. Tudo é possível.
Antes, vibrando e recebendo de braços abertos os seus soldados. Mandando para a luta seus próprios filhos. Admirada ao ver o primeiro capacete de aço forjado em São Paulo. Admirada com o trem blindado. Depois, na retaguarda sofredora e conquistada. Na retaguarda onde tudo dava aos seus defensores e agora tudo nega aos que a conquistaram, mesmo a complacência de um sorriso. Nega até aos feridos um sorriso de compaixão. Retaguarda opaca, espessa, que não fugiu porque não quis ou porque não pode. Retaguarda passiva que antes aguardava seus soldados até o fim das madrugadas. A essa retaguarda faltou a voz dos seus chefes na hora precisa. Os chefes foram os primeiros a debandar. Quem fez a guerra deveria ter coragem suficiente para enfrentar seus percalços. Sacrífícios sem conta, benefícios incalculáveis, passaram ignorados porque o povo os fez por se tornarem precisos e não com fito de evidência.
Em Amparo, as autoridades de todo o jaez, todas elas sem exceção de uma só, arrumaram álibis inadiáveis quando o perigo rondou os nossos limites.
E, quando a guerra chegou, fera implacável, só o povo ficou para curtir dias diferentes.
No setor de Amparo a guerra pela Constituição foi tão árdua como nos demais. Aqui ela se desenrolou forte, áspera, acesa e, no entretanto, pouco dela se disse ou escreveu. Mistérios envolveram este setor. Por aqui as tropas ditatoriais vararam sempre bem informadas, sempre com maiores facilidades.
Traições? De tudo se fala nestes dias de guerra. Tudo é possível.
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Não perca na próxima semana...
Na próxima semana, o relato dos acontecimentos em Amparo no 1 a 6 de setembro de 1932, segundo o escritor João Jorge, em “Diário de Uma Cidade Conquistada.
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