
Valquíria Gesqui Malagoli
Escritora e poetisa, presidente da Academia Feminina de Letras e Artes de Jundiaí
E-mail: vmalagoli@uol.com.br
Site: http://www.valquiriamalagoli.com.br
Blog: vmalagoli.blog.uol.com.br
Foto Blog: http://reval.nafoto.net
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Uma causa universal
10/01/2012 -
1 comentários - Comente este artigo
Em 15 de janeiro de 1929 nascia, em Atlanta, na Geórgia, Martin Luther King
Junior (Michael, conforme registros de nascimento), o primogênito de uma
família negra da classe média norte-americana. Filho de Martin Luther King
(pastor) e Alberta Williams King (professora), optou por seguir os passos do
pai, quando contava dezenove anos de idade.
Teólogo formado, fez pós-graduação na Universidade de
Boston, onde conheceu Correta Scott, estudante de música, com quem viria a
se casar.
Estudante dedicado à filosofia, inspirava-se nas ideias de
Mohandas Karamchand Gandhi – “Mahatma” Gandhi como ficou mundialmente
conhecido.
Sua luta pelos direitos civis nos Estados Unidos começou em
1955, quando ele já era pastor da igreja batista de Montgomery, Alabama.
Enquanto presidente da Associação de Melhoramento de Mongomery, Luther King
organizou movimento em protesto a um ato discriminatório a uma passageira
negra. Com a duração de um ano, aquele consistia em boicotar o transporte da
cidade. Nesse ínterim, até sua casa foi bombardeada.
Líder da SCLC (Conferência da Liderança Cristã no Sul), organização de
igrejas e sacerdotes negros que ajudou a fundar, em 1957, buscava acabar com
as leis de segregação. Tanto as manifestações quanto os boicotes eram
pacíficos. Mesmo assim, a fim de aprimorar seus conhecimentos sobre as
formas pacíficas de protesto de Gandhi, viajou, em 1959, até a Índia.
Chegou a ser preso – acusado de causar desordem pública – durante uma das
muitas manifestações, que liderou no início da década de 1960. Os protestos,
na época, tinham por intuito, principalmente, chamar a atenção para a
questão da segregação racial, e aconteciam em hotéis, restaurantes e outros
lugares públicos.
“A Marcha para Washington” deu-se em 1963, e agregou grande número de
participantes. Como sempre, lá estava Martin Luther King: líder, à frente da
massa. Mais de duzentas mil pessoas manifestaram-se e reclamaram os direitos
civis de todos os cidadãos dos Estados Unidos.
Ainda em 1963 voltou a ser preso por diversas vezes. O mesmo ano – de
intensas atividades – ficou marcado como aquele em que Martin proferiu, na
histórica passeata ocorrida em Washington, o famoso discurso “I have a
dream”. Eis um trecho: “Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo
da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta
num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso
criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós
temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força
de alma.”
Já em 1964 veio o merecido prêmio Nobel da Paz para o homem que ajudou a
consolidar, definitivamente, os movimentos não violentos (a exemplo de
Gandhi) como maneira eficiente de demonstrar resistência.
O termo “eficiente” aplica-se, sim, considerando que, em 1965, após liderar
nova marcha, Martin Luther King e seus seguidores puderam ver aprovada a
“Lei dos Direitos de Voto de 1965”. Antes dessa data, nada conseguira abolir
o uso de exames que tinham por finalidade impedir o voto da população negra.
King ingressou, no ano de 1967, ao Movimento pela Paz no Vietnam. A mudança
de prioridades dos direitos civis para o movimento pela paz não teve boa
recepção entre os negros, o que, aliás, causou impacto negativo, inclusive,
entre outros líderes negros.
Um homem branco feriu mortalmente Martin Luther King, em Memphis, Tenesse,
no dia 04 de abril de 1968. O assassino foi preso e, posteriormente,
condenado a noventa e nove anos de prisão.
A batalha por justiça e igualdade, entretanto, não terminou naquele fatídico
episódio. É ainda a luta – e o sonho – de muitos (oxalá de todos nós) que
anseiem pela paz e que ouçam ecoar dentro de si esse desejo que não é
unicamente de um povo, o norte-americano, mas de todas as nações: “Eu tenho
um sonho... que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro
significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão
claras para todos, que os homens são criados iguais”.
Junior (Michael, conforme registros de nascimento), o primogênito de uma
família negra da classe média norte-americana. Filho de Martin Luther King
(pastor) e Alberta Williams King (professora), optou por seguir os passos do
pai, quando contava dezenove anos de idade.
Teólogo formado, fez pós-graduação na Universidade de
Boston, onde conheceu Correta Scott, estudante de música, com quem viria a
se casar.
Estudante dedicado à filosofia, inspirava-se nas ideias de
Mohandas Karamchand Gandhi – “Mahatma” Gandhi como ficou mundialmente
conhecido.
Sua luta pelos direitos civis nos Estados Unidos começou em
1955, quando ele já era pastor da igreja batista de Montgomery, Alabama.
Enquanto presidente da Associação de Melhoramento de Mongomery, Luther King
organizou movimento em protesto a um ato discriminatório a uma passageira
negra. Com a duração de um ano, aquele consistia em boicotar o transporte da
cidade. Nesse ínterim, até sua casa foi bombardeada.
Líder da SCLC (Conferência da Liderança Cristã no Sul), organização de
igrejas e sacerdotes negros que ajudou a fundar, em 1957, buscava acabar com
as leis de segregação. Tanto as manifestações quanto os boicotes eram
pacíficos. Mesmo assim, a fim de aprimorar seus conhecimentos sobre as
formas pacíficas de protesto de Gandhi, viajou, em 1959, até a Índia.
Chegou a ser preso – acusado de causar desordem pública – durante uma das
muitas manifestações, que liderou no início da década de 1960. Os protestos,
na época, tinham por intuito, principalmente, chamar a atenção para a
questão da segregação racial, e aconteciam em hotéis, restaurantes e outros
lugares públicos.
“A Marcha para Washington” deu-se em 1963, e agregou grande número de
participantes. Como sempre, lá estava Martin Luther King: líder, à frente da
massa. Mais de duzentas mil pessoas manifestaram-se e reclamaram os direitos
civis de todos os cidadãos dos Estados Unidos.
Ainda em 1963 voltou a ser preso por diversas vezes. O mesmo ano – de
intensas atividades – ficou marcado como aquele em que Martin proferiu, na
histórica passeata ocorrida em Washington, o famoso discurso “I have a
dream”. Eis um trecho: “Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo
da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta
num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso
criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós
temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força
de alma.”
Já em 1964 veio o merecido prêmio Nobel da Paz para o homem que ajudou a
consolidar, definitivamente, os movimentos não violentos (a exemplo de
Gandhi) como maneira eficiente de demonstrar resistência.
O termo “eficiente” aplica-se, sim, considerando que, em 1965, após liderar
nova marcha, Martin Luther King e seus seguidores puderam ver aprovada a
“Lei dos Direitos de Voto de 1965”. Antes dessa data, nada conseguira abolir
o uso de exames que tinham por finalidade impedir o voto da população negra.
King ingressou, no ano de 1967, ao Movimento pela Paz no Vietnam. A mudança
de prioridades dos direitos civis para o movimento pela paz não teve boa
recepção entre os negros, o que, aliás, causou impacto negativo, inclusive,
entre outros líderes negros.
Um homem branco feriu mortalmente Martin Luther King, em Memphis, Tenesse,
no dia 04 de abril de 1968. O assassino foi preso e, posteriormente,
condenado a noventa e nove anos de prisão.
A batalha por justiça e igualdade, entretanto, não terminou naquele fatídico
episódio. É ainda a luta – e o sonho – de muitos (oxalá de todos nós) que
anseiem pela paz e que ouçam ecoar dentro de si esse desejo que não é
unicamente de um povo, o norte-americano, mas de todas as nações: “Eu tenho
um sonho... que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro
significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão
claras para todos, que os homens são criados iguais”.
Outros artigos de Valquíria Gesqui Malagoli.
» Ecos
Comentários enviados.
Enviado em 10/01/2012 por ademir Ciola
Parabens por tão grata lembrança!
O importante não é a cor da pele. O importante é a cor da alma, que foi concebida á semelhança do CRIADOR.
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