
Eliana Dagmar
Comunicadora de Rádio e TV
Fone: (19) 3807-8214
E-mail: eliana@elianadagmar.com.br
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Sonhos e Certezas
21/09/2011 -
2 comentários - Comente este artigo
Da infância guardo lembranças que a memória afetiva elegeu como tesouros. A eles recorro sempre que os infortúnios emocionais tentam me desgastar... Lá, nesse precioso recôndito de reminiscências, encontro a primeira escola que conheci: o Liceu de Artes e Ofícios, hoje ETEC João Belarmino. Curiosamente, jamais me sentei em seus bancos na condição de aluna, mas conduzida pelas mãos fortes e amigas de meu pai – funcionário daquela instituição – pude conhecer suas salas e seus encantos num misto de respeito e admiração. Parecia um castelo, igual àqueles que povoavam as histórias de príncipes e fadas que acompanharam tão de perto minha infância.
A escada em sua fachada externa mostrava-se gigantesca aos meus olhos de menina. Parecia levar ao céu... No último degrau uma porta imensa se abria para um salão onde a imponência reinava. As paredes altas, os quadros, um busto esculpido, os móveis de reluzente verniz, um relógio enorme arquitetado numa coluna de madeira torneada... e o meu olhar curioso visitando sem pressa cada detalhe daquele recanto. Aquilo era uma escola! A grandiosidade do casarão e a magia que dele emanava foram decisivos para a imagem que formei do que é uma Escola.
Ao abrigo daquelas paredes construídas de pedras e sentimentos, tantas lembranças ficaram tatuadas para sempre dentro de mim: as concorridas exposições dos trabalhos confeccionados pelas alunas de Artes Domésticas e Corte e Costura; a exposição de móveis manufaturados pelos alunos da Marcenaria e também as peças em metal, produzidas pelos alunos da Fundição; os filmes-documentários exibidos em sessões noturnas em datas especiais para uma plateia composta de estudantes, professores e funcionários; os desfiles cívicos que orgulhavam toda comunidade escolar; as salas de aula, as oficinas, o almoxarifado, a secretaria, o gabinete dentário... Quantas vezes, à sombra do olhar confiante de meu pai, assisti a entrada e saída de alunos falantes e alegres, a referendar a ebulição da juventude diante do exercício do conhecimento... Naquele espaço tudo me parecia grandioso, bonito, maior!
Esse cenário, onde o Liceu de Artes e Ofícios emergia como protagonista absoluto, marcou presença definitiva no meu coração de criança. Guardo detalhes do ambiente fotografado pelas retinas da minha alma. Nesse retrato identifico o embrião dos sonhos que alimenta a busca do saber... Independente de tempo ou espaço, a missão maior da Escola é inspirar sonhos e propor desafios!
Hoje, ao observar sua imponente figura plantada tão concretamente na dinâmica da cidade e desenhada no abstrato do meu imaginário, o coração se aquece na lembrança do que passou e na expectativa do que virá. Seu enredo centenário é garantia da perpetuação dos meus sonhos e dos sonhos de tantos que a identificam como ícone sinalizador de caminhos de vida e de profissão.
Em mim sua história é referência de segurança, tem força de mão paterna; é resgate da fantasia de castelos e salões a serviço do saber; tem o sabor de sonhos percorridos e de certezas a percorrer...
A escada em sua fachada externa mostrava-se gigantesca aos meus olhos de menina. Parecia levar ao céu... No último degrau uma porta imensa se abria para um salão onde a imponência reinava. As paredes altas, os quadros, um busto esculpido, os móveis de reluzente verniz, um relógio enorme arquitetado numa coluna de madeira torneada... e o meu olhar curioso visitando sem pressa cada detalhe daquele recanto. Aquilo era uma escola! A grandiosidade do casarão e a magia que dele emanava foram decisivos para a imagem que formei do que é uma Escola.
Ao abrigo daquelas paredes construídas de pedras e sentimentos, tantas lembranças ficaram tatuadas para sempre dentro de mim: as concorridas exposições dos trabalhos confeccionados pelas alunas de Artes Domésticas e Corte e Costura; a exposição de móveis manufaturados pelos alunos da Marcenaria e também as peças em metal, produzidas pelos alunos da Fundição; os filmes-documentários exibidos em sessões noturnas em datas especiais para uma plateia composta de estudantes, professores e funcionários; os desfiles cívicos que orgulhavam toda comunidade escolar; as salas de aula, as oficinas, o almoxarifado, a secretaria, o gabinete dentário... Quantas vezes, à sombra do olhar confiante de meu pai, assisti a entrada e saída de alunos falantes e alegres, a referendar a ebulição da juventude diante do exercício do conhecimento... Naquele espaço tudo me parecia grandioso, bonito, maior!
Esse cenário, onde o Liceu de Artes e Ofícios emergia como protagonista absoluto, marcou presença definitiva no meu coração de criança. Guardo detalhes do ambiente fotografado pelas retinas da minha alma. Nesse retrato identifico o embrião dos sonhos que alimenta a busca do saber... Independente de tempo ou espaço, a missão maior da Escola é inspirar sonhos e propor desafios!
Hoje, ao observar sua imponente figura plantada tão concretamente na dinâmica da cidade e desenhada no abstrato do meu imaginário, o coração se aquece na lembrança do que passou e na expectativa do que virá. Seu enredo centenário é garantia da perpetuação dos meus sonhos e dos sonhos de tantos que a identificam como ícone sinalizador de caminhos de vida e de profissão.
Em mim sua história é referência de segurança, tem força de mão paterna; é resgate da fantasia de castelos e salões a serviço do saber; tem o sabor de sonhos percorridos e de certezas a percorrer...
Comentários enviados.
Enviado em 27/11/2011 por Ademir ciola
No ano em que com muita alegria comemoramos, o centenário de nosso querido "LICEU", acho salutar evidénciar os homens e os profissionais que foram forjados por ele.
Eliana, vc muitas histórias. Por favor, escreva-nos sobre algumas.
Enviado em 22/09/2011 por ademir ciola
Parabens por referendar com muita propriedade o nosso Sagrado Liceu Amparense de ontem, de hoje e de sempre.
Tive a sorte e a honra de freqúentá-lo na década de 60.
Lembro-me com saudades dos professores e funcionários da época.
Recobrando a memória, eis algumas figuras ilustres: Luzia Neto (seu pai), Totó, Ananias, Zé
Amaral, Martelo, João Pupu, Boca, Rubens Rosasco, Dr. Nelson Siqueira Franco, Vita, Danilo Carrara, Robertinho, Benedito Martenucci, Cida Siqueira, Agenor Craveiro, Waltinho, Joel, Nivaldo Baroni, Dr. Pinheiros (que judiava da gente pra caramba), Mario Morandi,Carlão Tezonni, Edgar, Mendonça, Quinzinho, Sr. Luiz (inspetor de alunos), Dna. Pauta (Ercilia Matiolli profa. de música. Ela morava em Itatiba), Dna, Foca (profa. de religião. Muita amiga do padre João Lisboa), Neuza Zeni, Gilberto Bigode (filho do Totó), Mirian Azevedo dentre outros.
Eliana se vc lembrar de outros, escreva-me.
Com certeza, a gente jamais esquece das coisas que marcaram nossas vidas.
PS.: Como estou longe daí há de 40 anos, infelizmente, não sei os quais não fazem parte em vida, desta gloriosa história.
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