
Eliana Dagmar
Comunicadora de Rádio e TV
Fone: (19) 3807-8214
E-mail: eliana@elianadagmar.com.br
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Feriado Nacional! O que comemoramos?
06/09/2011 -
3 comentários - Comente este artigo
Sete de setembro... O programa era acordar cedo, porque no pátio do colégio acontecia a solenidade da qual toda comunidade escolar participava, sem contestar nem considerar um abuso fazer-nos madrugar num feriado nacional!
Compenetrados diante do simbolismo da data, assistíamos (com certo ar solene!) o hasteamento da bandeira; e o Hino Nacional era cantado em uníssono por todos os presentes. Não só ele, mas também o Hino da Independência, que todos sabíamos de cor!
Com respeito e em silêncio ouvíamos nossos professores falarem sobre Amor à Pátria, Civismo, respeito aos símbolos nacionais e sobre a importância de se valorizar a Terra em que nascemos. Alguns alunos declamavam exaltando a comemoração. Ainda trago na memória palavras do grande Rui Barbosa, que à época memorizei com a missão de declamar durante a solenidade cívica: "A pátria não é ninguém; são todos; e cada qual tem no seio dela o mesmo direito à ideia, à palavra, à associação. A pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. " Eu tinha apenas 9 anos e, graças ao zelo educacional dos professores, já intuía a dimensão desse enunciado!
Muitas vezes, após a cerimônia na escola, todos seguíamos em desfile pela rua principal da cidade, ao som da garbosa fanfarra vestida com primor para o destaque daquela importante comemoração... Tínhamos orgulho em carregar a bandeira e ostentar no peito o distintivo da nossa escola! Sinto-me jurássica ao relembrar esses detalhes que ajudaram a compor o conjunto de nossos valores de cidadania!
Hoje a geração adulta reclama que crianças e jovens não demonstram respeito nem civismo... Mas, foram estimulados a tanto? O sistema educacional propiciou tempo e espaço para a vivência de valores construtivos da cidadania? Retirados esses momentos da vivência escolar, que outros foram colocados em seu lugar?
Hoje 7 de setembro significa feriado, descanso, viagem, praia e piscina! Cantar o hino nacional é “pagar mico”... e declamar uma poesia em louvor a uma data cívica é “pagar um zoológico inteiro”!
Pátria é “... o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar...” e repetindo à exaustão, pudemos acreditar nessa premissa. Talvez por isso não houvesse tanto vandalismo pelas ruas e praças, destruição de equipamentos públicos, pichação de monumentos e que tais...
Coisas do passado? Talvez... Minhas raízes, realmente, remontam ao século que já passou! Mas mantenho os pés transitando no presente e as antenas perscrutando o que há de vir. Guardo a convicção de que Cidadania - que hoje é tema de tantas conferências, palestras e simpósios - estaria consolidada na formação de nossos jovens se tivéssemos propiciado a eles o fortalecimento da consciência de que a “pátria não é um sistema... nem uma forma de governo...” Pátria somos nós!
Compenetrados diante do simbolismo da data, assistíamos (com certo ar solene!) o hasteamento da bandeira; e o Hino Nacional era cantado em uníssono por todos os presentes. Não só ele, mas também o Hino da Independência, que todos sabíamos de cor!
Com respeito e em silêncio ouvíamos nossos professores falarem sobre Amor à Pátria, Civismo, respeito aos símbolos nacionais e sobre a importância de se valorizar a Terra em que nascemos. Alguns alunos declamavam exaltando a comemoração. Ainda trago na memória palavras do grande Rui Barbosa, que à época memorizei com a missão de declamar durante a solenidade cívica: "A pátria não é ninguém; são todos; e cada qual tem no seio dela o mesmo direito à ideia, à palavra, à associação. A pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. " Eu tinha apenas 9 anos e, graças ao zelo educacional dos professores, já intuía a dimensão desse enunciado!
Muitas vezes, após a cerimônia na escola, todos seguíamos em desfile pela rua principal da cidade, ao som da garbosa fanfarra vestida com primor para o destaque daquela importante comemoração... Tínhamos orgulho em carregar a bandeira e ostentar no peito o distintivo da nossa escola! Sinto-me jurássica ao relembrar esses detalhes que ajudaram a compor o conjunto de nossos valores de cidadania!
Hoje a geração adulta reclama que crianças e jovens não demonstram respeito nem civismo... Mas, foram estimulados a tanto? O sistema educacional propiciou tempo e espaço para a vivência de valores construtivos da cidadania? Retirados esses momentos da vivência escolar, que outros foram colocados em seu lugar?
Hoje 7 de setembro significa feriado, descanso, viagem, praia e piscina! Cantar o hino nacional é “pagar mico”... e declamar uma poesia em louvor a uma data cívica é “pagar um zoológico inteiro”!
Pátria é “... o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar...” e repetindo à exaustão, pudemos acreditar nessa premissa. Talvez por isso não houvesse tanto vandalismo pelas ruas e praças, destruição de equipamentos públicos, pichação de monumentos e que tais...
Coisas do passado? Talvez... Minhas raízes, realmente, remontam ao século que já passou! Mas mantenho os pés transitando no presente e as antenas perscrutando o que há de vir. Guardo a convicção de que Cidadania - que hoje é tema de tantas conferências, palestras e simpósios - estaria consolidada na formação de nossos jovens se tivéssemos propiciado a eles o fortalecimento da consciência de que a “pátria não é um sistema... nem uma forma de governo...” Pátria somos nós!
Comentários enviados.
Enviado em 07/09/2011 por Luciana C. Vidotti Penna
Também acho que a gente só ama aquilo que conhece. Retiraram dessa geração a oportunidade de exaltar a Pátria através de práticas cívicas. O hábito faz o monge. Hoje o hábito é agredir, desprezar, contestar. Parabéns pelo texto.
Enviado em 06/09/2011 por silmara venturini
Eliana penso como vc pois, qts desfile tinhamos que desfilar até mesmo no dia do aniversário da escola me lembro bem ,estudava no antigo liceu ,, se vc não iria tomava suspenção, nota baixa etc.. cantavamos o hino nacional tds 6º feira ás 12horas , era mto bonito, hoje nem os próprios autoridades sabem cantar vc pode, ver no gesticular dos lábios, os jogadores então nem se fala ... ficam mascando chicletes...... falta eu acho insetivo escolar por que na escola que aprendemos, gostei de sua publicação , interese e melhor dizendo um trabalho bem pensado , que deveria ir para a SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO ( pensar nas possibilidades de retomar), pois talvez podemos ter adolecentes mais educados, dando valor a sua PATRIA. beijos.
Enviado em 06/09/2011 por silmara venturini
Eliana penso como vc pois, qts desfile tinhamos que desfilar até mesmo no dia do aniversário da escola me lembro bem ,estudava no antigo liceu ,, se vc não iria tomava suspenção, nota baixa etc.. cantavamos o hino nacional tds 6º feira ás 12horas , era mto bonito, hoje nem os próprios autoridades sabem cantar vc pode, ver no gesticular dos lábios, os jogadores então nem se fala ... ficam mascando chicletes...... falta eu acho insetivo escolar por que na escola que aprendemos, gostei de sua publicação , interese e melhor dizendo um trabalho bem pensado , que deveria ir para a SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO ( pensar nas possibilidades de retomar), pois talvez podemos ter adolecentes mais educados, dando valor a sua PATRIA. beijos.
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