> Home > Colunistas

Ângela Bonas
Jornalista, colunista em jornais de Boituva/SP, Santo Antonio de Posse/SP e Capital Paulista
Uma revolução silenciada
31/01/2010 -
0 comentários - Comente este artigo
Tenho recebido por email muitas mensagens destacando o valor da mulher madura. (hummm, vejo alguma insinuação nas entrelinhas?) (risos)
A maturidade nos tira muita coisa, mas recebemos com otimismo tudo de bom, de novo, de mágico que ela nos oferece. Se eu pudesse voltar no tempo, voltaria só para reviver algumas histórias que compõem a minha memória afetiva e voltaria depressinha para o meu presente.
Porque a maturidade nos faz sentir mais livres, mais felizes e mais belos, aliviados das algemas da ditadura da moda e da beleza. Até porque só é possível se sentir bonito quem se aceita e se conhece de verdade. E nós já nos conhecemos há mais de meio século!
Hoje, já temos o Estatuto do Idoso, até um Fundo Nacional para projetos para idosos. E pra nós, os maduros, nada?
Está acontecendo uma revolução silenciosa. Vem surgindo um novo conceito de homem, o que acompanha a evolução da mulher com orgulho e gosta dessa mulher feliz com suas rugas emergentes, com o seu corpo já sem o vigor da juventude, mas ainda mais sensual, caloroso, acolhedor e belo. E uma mulher que não nega a sensualidade, o erotismo bem vivido, a cumplicidade amorosa, o companheirismo pleno.
Mas eu quero poder comprar uma calça jeans que não apenas me cubra as "partes pudendas" (como diria a minha vó") com apenas cinco centímetros de frente, e me faça "pagar cofrinho" (como diria meu neto) toda vez que me abaixo para pegar os óculos (com os quais já não vivo e que derrubo umas cem vezes ao dia)!
Quero fazer ginástica para ser mais saudável, e não participar do "iron women" e que me faz ficar com dores musculares por uma semana, sendo que me resta fazer uma hidroginástica sem graça numa piscina superaquecida, pois as outras alunas sentem frio...
Quero poder comprar uma lingerie sensual que não me faça sentir apertada, com se estivesse usando um espartilho da idade média, porque as fábricas produzem peças tamanho G que só me serviam quando eu tinha uns quinze anos!
Estou cansada de ver na mídia mulheres maduras siliconadas, lipoaspiradas, com um garotão de vinte anos por semana. Meus modelos são a Dra. Silvia Brandalise do Centro Infantil Boldrini de Campinas, Luiza Helena Trajano do Magazine Luiza, Maria Helena Santa da Comissão de Valores Mobiliários.
Mas não somos só essas: somos a Nair que vende pastéis na feira, a Maria Inês que acabou de abrir um salão de cabeleireiro, a Rose que trabalha como telemarketing, a Ana que se aposentou e viaja com o marido pelo menos cinco vezes por ano (e todo final de semana vai pra casa de praia.)...
De que adianta ouvir as dicas de Glorinha Kalil, se não temos onde comprar?
Acorda, comerciante brasileiro!
A maturidade nos tira muita coisa, mas recebemos com otimismo tudo de bom, de novo, de mágico que ela nos oferece. Se eu pudesse voltar no tempo, voltaria só para reviver algumas histórias que compõem a minha memória afetiva e voltaria depressinha para o meu presente.
Porque a maturidade nos faz sentir mais livres, mais felizes e mais belos, aliviados das algemas da ditadura da moda e da beleza. Até porque só é possível se sentir bonito quem se aceita e se conhece de verdade. E nós já nos conhecemos há mais de meio século!
Hoje, já temos o Estatuto do Idoso, até um Fundo Nacional para projetos para idosos. E pra nós, os maduros, nada?
Está acontecendo uma revolução silenciosa. Vem surgindo um novo conceito de homem, o que acompanha a evolução da mulher com orgulho e gosta dessa mulher feliz com suas rugas emergentes, com o seu corpo já sem o vigor da juventude, mas ainda mais sensual, caloroso, acolhedor e belo. E uma mulher que não nega a sensualidade, o erotismo bem vivido, a cumplicidade amorosa, o companheirismo pleno.
Mas eu quero poder comprar uma calça jeans que não apenas me cubra as "partes pudendas" (como diria a minha vó") com apenas cinco centímetros de frente, e me faça "pagar cofrinho" (como diria meu neto) toda vez que me abaixo para pegar os óculos (com os quais já não vivo e que derrubo umas cem vezes ao dia)!
Quero fazer ginástica para ser mais saudável, e não participar do "iron women" e que me faz ficar com dores musculares por uma semana, sendo que me resta fazer uma hidroginástica sem graça numa piscina superaquecida, pois as outras alunas sentem frio...
Quero poder comprar uma lingerie sensual que não me faça sentir apertada, com se estivesse usando um espartilho da idade média, porque as fábricas produzem peças tamanho G que só me serviam quando eu tinha uns quinze anos!
Estou cansada de ver na mídia mulheres maduras siliconadas, lipoaspiradas, com um garotão de vinte anos por semana. Meus modelos são a Dra. Silvia Brandalise do Centro Infantil Boldrini de Campinas, Luiza Helena Trajano do Magazine Luiza, Maria Helena Santa da Comissão de Valores Mobiliários.
Mas não somos só essas: somos a Nair que vende pastéis na feira, a Maria Inês que acabou de abrir um salão de cabeleireiro, a Rose que trabalha como telemarketing, a Ana que se aposentou e viaja com o marido pelo menos cinco vezes por ano (e todo final de semana vai pra casa de praia.)...
De que adianta ouvir as dicas de Glorinha Kalil, se não temos onde comprar?
Acorda, comerciante brasileiro!
Outros artigos de Ângela Bonas.
Comentários enviados.
Nenhum comentário enviado até o momento.
PUBLICIDADE
Últimas Notícias
07/09/2010 - 14h47
06/09/2010 - 10h14
06/09/2010 - 10h16
06/09/2010 - 10h19
06/09/2010 - 11h08





