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Cristiane M. L. Beira
Mestre em Psicologia Escolar
Vice-presidente do SEPI - Serviço Espírita de Proteção à Infância
Era uma vez uma família de viajantes
22/07/2010 -
1 comentários - Comente este artigo
Era uma vez uma família de viajantes. Fazia alguns anos que o pai, a mãe e o filhinho haviam deixado a comodidade do lar para irem em busca da felicidade. O percurso era longo e o desafio, difícil. Vez ou outra, sentiam-se abatidos pelo cansaço, pela incerteza da direção a seguir e pelo medo de não conseguirem triunfar em suas intenções.
Cada vez que a sombra da falta de fé ameaçava envolvê-los em seus braços, o pai, a mãe e o filho davam-se as mãos, erguiam suas frontes em direção ao céu e clamavam pelo socorro de Deus. Não tardava muito até sentirem, novamente, o calor da luz divina penetrando-lhes o coração. Daí, então, apertavam o passo, firmes, e seguiam, agradecidos pelo amparo recebido.
Em algumas partes do percurso, quando o terreno se fazia hostil ou o clima se tornava ameaçador, o filho, como qualquer criança, procurava investigar e entender a razão de haverem escolhido aquela viagem, que durava tanto tempo. Os pais, carinhosamente, explicavam que era necessário esforço próprio para a conquista da felicidade.
Ao longo do percurso, a família encontrou diversos outros aventureiros que também haviam saído em busca da felicidade, mas, depois de algumas complicações, encontravam-se em situação delicada, quase desistindo de seu propósito. Interromperam, então, seus passos para apoiarem seus novos amigos. Ofereceram-lhes parte de seu sustento, além de palavras de encorajamento e de ânimo, colaborando, assim, com o sucesso de outras missões.
Depois de muito tempo de viagem, quando o desgaste era quase total, enfrentaram um desafio ainda maior. A família avistou uma montanha alta que precisaria ser vencida. Aos pés daquele monte enorme, respiraram fundo, angariando coragem e iniciaram a escalada. Na metade desse caminho, quando já estavam bem no alto do terreno, os três viajantes, esgotados, não suportaram a falta de forças e caíram. Foi uma queda violenta e imprevista, que os fez recuar alguns metros morro abaixo. Depois de se recomporem, abatidos, doloridos e chorosos, uma vez mais se derem conta de que era necessário pedir ajuda a Deus. Uniram-se, então, e oraram ao Pai Celestial, a fim de prosseguirem a jornada. Como sempre acontece, receberam o amparo de que necessitavam e sentiram suas forças renovadas.
De volta à jornada, o pequeno filhinho lembrou-se da vida mansa que tinham, na casinha antiga, no lar onde havia nascido, brincado e aprendido tantas coisas. Sentia saudades do conforto. A viagem era dura e exigia demais de suas forças.
Pela voz dos pais ouvia o ensinamento de que aquele que busca, acha e que com perseverança e resignação, eles encontrariam a felicidade novamente, uma felicidade mais amadurecida e próxima da perfeição. Os pais explicavam também que a viagem teria fim em breve e, então, eles poderiam descansar e voltariam a se divertir, como antes. Toda viagem é assim, tem começo e fim.
E dessa forma prosseguiam o caminho, a escalada, a aventura da vida, até encontrarem, no final da missão todas as recompensas merecidas, que estavam ali, aguardando por eles.
Essa é a jornada da vida. Estamos aqui, como viajantes, em busca do conhecimento da verdade, do crescimento espiritual e da verdadeira felicidade.
Para alguns de nós, a viagem simboliza a passagem por uma doença, para outros, um período de carência material ou afetiva. Todos encontramos ou encontraremos nosso convite para uma viagem de crescimento, em busca da felicidade, mas nem todos sabemos entender esse chamado e acabamos não aproveitando a oportunidade. Preferimos cair na prostração, no desânimo, no desespero, sentindo-nos vítimas, porque apreciamos as coisas fáceis e prazerosas, sem nos atentarmos para o fato de que as conquistas são sempre frutos do esforço próprio e da luta contra as dificuldades.
Assim sendo, diante dos terrenos tortuosos, pedregosos, do clima hostil, das altas montanhas, da dúvida, do medo e do desânimo, lembremos dessa família de viajores, que não permitiu que o vírus da desistência se instalasse em seus corações. Quando o sofrimento se fazia insuportável, recorriam a Deus e Dele colhiam forças, coragem e ânimo para continuarem sua missão, sempre em frente, crentes de que estavam sendo lapidados pela Vida, que preparava joias preciosas, fortes e brilhantes, prontas para futuras e maiores viagens.
Por onde passaram, deixaram um rastro para guiar os que viessem depois deles.
Cada vez que a sombra da falta de fé ameaçava envolvê-los em seus braços, o pai, a mãe e o filho davam-se as mãos, erguiam suas frontes em direção ao céu e clamavam pelo socorro de Deus. Não tardava muito até sentirem, novamente, o calor da luz divina penetrando-lhes o coração. Daí, então, apertavam o passo, firmes, e seguiam, agradecidos pelo amparo recebido.
Em algumas partes do percurso, quando o terreno se fazia hostil ou o clima se tornava ameaçador, o filho, como qualquer criança, procurava investigar e entender a razão de haverem escolhido aquela viagem, que durava tanto tempo. Os pais, carinhosamente, explicavam que era necessário esforço próprio para a conquista da felicidade.
Ao longo do percurso, a família encontrou diversos outros aventureiros que também haviam saído em busca da felicidade, mas, depois de algumas complicações, encontravam-se em situação delicada, quase desistindo de seu propósito. Interromperam, então, seus passos para apoiarem seus novos amigos. Ofereceram-lhes parte de seu sustento, além de palavras de encorajamento e de ânimo, colaborando, assim, com o sucesso de outras missões.
Depois de muito tempo de viagem, quando o desgaste era quase total, enfrentaram um desafio ainda maior. A família avistou uma montanha alta que precisaria ser vencida. Aos pés daquele monte enorme, respiraram fundo, angariando coragem e iniciaram a escalada. Na metade desse caminho, quando já estavam bem no alto do terreno, os três viajantes, esgotados, não suportaram a falta de forças e caíram. Foi uma queda violenta e imprevista, que os fez recuar alguns metros morro abaixo. Depois de se recomporem, abatidos, doloridos e chorosos, uma vez mais se derem conta de que era necessário pedir ajuda a Deus. Uniram-se, então, e oraram ao Pai Celestial, a fim de prosseguirem a jornada. Como sempre acontece, receberam o amparo de que necessitavam e sentiram suas forças renovadas.
De volta à jornada, o pequeno filhinho lembrou-se da vida mansa que tinham, na casinha antiga, no lar onde havia nascido, brincado e aprendido tantas coisas. Sentia saudades do conforto. A viagem era dura e exigia demais de suas forças.
Pela voz dos pais ouvia o ensinamento de que aquele que busca, acha e que com perseverança e resignação, eles encontrariam a felicidade novamente, uma felicidade mais amadurecida e próxima da perfeição. Os pais explicavam também que a viagem teria fim em breve e, então, eles poderiam descansar e voltariam a se divertir, como antes. Toda viagem é assim, tem começo e fim.
E dessa forma prosseguiam o caminho, a escalada, a aventura da vida, até encontrarem, no final da missão todas as recompensas merecidas, que estavam ali, aguardando por eles.
Essa é a jornada da vida. Estamos aqui, como viajantes, em busca do conhecimento da verdade, do crescimento espiritual e da verdadeira felicidade.
Para alguns de nós, a viagem simboliza a passagem por uma doença, para outros, um período de carência material ou afetiva. Todos encontramos ou encontraremos nosso convite para uma viagem de crescimento, em busca da felicidade, mas nem todos sabemos entender esse chamado e acabamos não aproveitando a oportunidade. Preferimos cair na prostração, no desânimo, no desespero, sentindo-nos vítimas, porque apreciamos as coisas fáceis e prazerosas, sem nos atentarmos para o fato de que as conquistas são sempre frutos do esforço próprio e da luta contra as dificuldades.
Assim sendo, diante dos terrenos tortuosos, pedregosos, do clima hostil, das altas montanhas, da dúvida, do medo e do desânimo, lembremos dessa família de viajores, que não permitiu que o vírus da desistência se instalasse em seus corações. Quando o sofrimento se fazia insuportável, recorriam a Deus e Dele colhiam forças, coragem e ânimo para continuarem sua missão, sempre em frente, crentes de que estavam sendo lapidados pela Vida, que preparava joias preciosas, fortes e brilhantes, prontas para futuras e maiores viagens.
Por onde passaram, deixaram um rastro para guiar os que viessem depois deles.
Comentários enviados.
Enviado em 08/08/2010 por Angela Dedeschi
Eu ADOREI essa história! Eu já te disse isso, mas vale à pena repetir de tão bonita que é. Mas eu sou suspeita para falar, né?! Sou a presidente do fã clube "Cris Maria".
Desejo de todo coração, que você tenha tudo o que há de MELHOR no mundo. Um beijo, com carinho, Angela.
"Imagine" os colantinhos coloridos, o lacinho de fita xadrez e tudo mais, tá?
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