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SuperCap de Ouro
Gustavo Reis e Patrícia Salvador O prefeito de Jaguariúna, Gustavo Reis, em cerimônia de gala no Circulo Militar, em São Paulo, no dia 30 de agosto, recebeu o prêmio SuperCap de Ouro, juntamente com outras personalidades do setor artístico, cultural e político. O prêmio é concedido por uma rede de jornais de bairro de São Paulo. Na foto, o prefeito está ao lado de Patrícia Salvador, apresentadora do SBT, que também foi homenageada.

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Ângela Bonas
Jornalista, colunista em jornais de Boituva/SP, Santo Antonio de Posse/SP e Capital Paulista
Quem substitui Beethoven?
04/07/2010 - 0 comentários - Comente este artigo
Acho que foi o Samuel Johnson quem disse que nada aguça a mente como a perspectiva de ser enforcado.

O Chile não era uma ameaça mortal, mas a simples possibilidade da uma eliminação por distração ou acidente aguçou o jogo da Seleção. Mas também foi só... Será que não foi falta de lustrar os talentos?

Li certa vez a história de sobre uma empresa: sala de reunião (por que não uma preleção de Dunga??). O gerente nervoso fala com sua equipe de gestores, e olhando nos olhos de cada um ameaça: “ninguém é insubstituível” (afinal, o banco de reservas era cheio de talentos...)

Silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta:
- E o Beethoven?-
- Como? – o gerente encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substitui o Beethoven?

Silêncio.

Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Dorival Caymmi? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Albert Einstein?

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem – ou seja – fizeram seu talento brilhar. E portanto são, sim, insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico.

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de qualquer organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do conjunto.

Ou se corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bündchen por ter nariz grande.

E o mundo teria perdido todos esses talentos, como perdemos uma Copa do Mundo...

E também perdemos a alegria das transmissões ao vivo da África: adoro ver o William o Bonner namorando a Fátima Bernardes em rede nacional !!! O máximo!
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