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Ângela Bonas
Jornalista, colunista em jornais de Boituva/SP, Santo Antonio de Posse/SP e Capital Paulista
Quem substitui Beethoven?
04/07/2010 -
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Acho que foi o Samuel Johnson quem disse que nada aguça a mente como a perspectiva de ser enforcado.
O Chile não era uma ameaça mortal, mas a simples possibilidade da uma eliminação por distração ou acidente aguçou o jogo da Seleção. Mas também foi só... Será que não foi falta de lustrar os talentos?
Li certa vez a história de sobre uma empresa: sala de reunião (por que não uma preleção de Dunga??). O gerente nervoso fala com sua equipe de gestores, e olhando nos olhos de cada um ameaça: ninguém é insubstituível (afinal, o banco de reservas era cheio de talentos...)
Silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta:
- E o Beethoven?-
- Como? o gerente encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substitui o Beethoven?
Silêncio.
Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Dorival Caymmi? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Albert Einstein?
Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem ou seja fizeram seu talento brilhar. E portanto são, sim, insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico.
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de qualquer organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do conjunto.
Ou se corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bündchen por ter nariz grande.
E o mundo teria perdido todos esses talentos, como perdemos uma Copa do Mundo...
E também perdemos a alegria das transmissões ao vivo da África: adoro ver o William o Bonner namorando a Fátima Bernardes em rede nacional !!! O máximo!
O Chile não era uma ameaça mortal, mas a simples possibilidade da uma eliminação por distração ou acidente aguçou o jogo da Seleção. Mas também foi só... Será que não foi falta de lustrar os talentos?
Li certa vez a história de sobre uma empresa: sala de reunião (por que não uma preleção de Dunga??). O gerente nervoso fala com sua equipe de gestores, e olhando nos olhos de cada um ameaça: ninguém é insubstituível (afinal, o banco de reservas era cheio de talentos...)
Silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta:
- E o Beethoven?-
- Como? o gerente encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substitui o Beethoven?
Silêncio.
Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Dorival Caymmi? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Albert Einstein?
Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem ou seja fizeram seu talento brilhar. E portanto são, sim, insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico.
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de qualquer organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do conjunto.
Ou se corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bündchen por ter nariz grande.
E o mundo teria perdido todos esses talentos, como perdemos uma Copa do Mundo...
E também perdemos a alegria das transmissões ao vivo da África: adoro ver o William o Bonner namorando a Fátima Bernardes em rede nacional !!! O máximo!
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