> Home > Colunistas

Cristiane M. L. Beira
Mestre em Psicologia Escolar
Vice-presidente do SEPI - Serviço Espírita de Proteção à Infância
Minha filha...
02/07/2010 -
0 comentários - Comente este artigo
Sempre me identifiquei com as crianças e jovens. Sinto uma forte atração maternal pelo riso de uma criança, pelo seu olhar curioso, pela sua irreverência, pelo modo como ela descobre e conquista o mundo. Também admiro o jovem e sua vontade de viver. A forma como se coloca perante a vida, sem medo, confiante e até orgulhoso de si, é algo invejável a muitos de nós, adultos.
Mas quando meus olhos pousam nos olhos de uma jovem adolescente, algo peculiar acontece. É como se se abrisse, diante de mim, um portal para meu passado. Uma vez mais posso sentir o que um dia senti na idade dela: as dúvidas, a expectativa do amanhã, os sonhos, a liberdade...
Ao retornar dessa viagem instantânea, encarando novamente o meu tempo de hoje, trago junto de mim, muitos pensamentos e uma imensa vontade de compartilhá-los com a dona do portal a quem, carinhosamente, chamo aqui de minha filha.
É como se eu pudesse conversar comigo mesma, adolescente.
Minha filha, dentre tantas descobertas que a vida prepara para essa fase florida de nosso caminho, está a emoção do coração batendo apressado quando seus olhos são aprisionados pelo misterioso olhar de alguém que, com apenas um sorriso, é capaz de provocar-lhe sentimentos diversos.
É um novo convite, trazido a você, pela Vida. É oportunidade de conhecer outro tipo de relacionamento, muitas vezes observado por você nos contos de fada. Agora é sua vez, de encontrar outro coração, para entoarem juntos, a melodia do amor.
Mas que tristeza se apodera de mim, minha filha, quando não percebo, em seu olhar, esse sonho, de compartilhar sua vida, mas apenas o desejo de trocar algumas horas, de ficar e não permanecer.
Ficar é rápido e passageiro. Não acrescenta, não transforma, não aprende, não ensina. Precisamos do tempo para crescer e evoluir. As melhores coisas que conquistamos na vida foram resultado do tempo. Por que se privar disso?
Minha filha, para responder a essa pergunta, não recorra ao coro de vozes predominante em nossa sociedade. A resposta dele eu já sei. Investigue suas crenças, seus ideais, seus sonhos. Permita-se aprender a se relacionar, buscando conhecer aquele com quem embarcará, mais tarde, na viagem da vida a dois.
Da visita que fiz ao meu passado, possibilitada por você, eu trouxe um presente. É algo que tem feito parte de minha vida. Esteve presente nos momentos de decisões que tomei, orientando-me os pensamentos. É filosofia de vida. É conselho de verdadeiro amigo. Ofereço-o a você, minha filha, esse tesouro que nem todos compreendem o valor: Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. É a opinião do maior príncipe que já conheci, o Pequeno Príncipe.
Ele não só me ensinou a olhar além do que os olhos podem ver e a ouvir o que está por trás das palavras, mas me fez entender que nos tornamos responsáveis por aquilo que cativamos.
Desejo tanto, minha filha, que você viva a experiência de cativar e de ser cativada... Mas, para cativarmos, não podemos ter pressa. Precisamos de tempo, de tempo bem maior do que algumas horas nas quais ficamos na companhia de alguém.
A raposa do Pequeno Príncipe dizia que, para cativar, é preciso ser paciente. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto.... Foram essas, exatamente, as palavras dela.
Milha filha, cative seu amor e se deixe cativar por ele. É como se você iniciasse uma jornada por um mundo novo, que irá interagir com o seu, influenciando um ao outro, até nascer um lugar comum, estabelecido a partir do respeito aos desejos e limites de cada um. Respeite, então, seu amor e o ensine a respeitá-la também.
Esteja, porém, atenta, porque muitas vezes aquilo que você julga ser segurança, é, na verdade, um disfarce assumido pela imaturidade, tentando convencer os outros de que sabe o que está fazendo e tem domínio da situação. Lembre-se, então, de que o essencial é invisível aos olhos e esforce-se para enxergar além das aparências.
Cuidado, minha querida, pois, por outro lado, aquilo que podem dizer a seu respeito que é insegura para assumir as convenções sociais em moda na verdade, é responsabilidade, própria do espírito maduro, que não abre mão de seus valores.
Viva, por fim, esses momentos especiais, que deixarão lembranças coloridas e perfumadas em sua mente, como se seu futuro dependesse deles, porque é exatamente isso que acontece. É nessa fase de descobertas e questionamentos que escolhemos o rumo que seguiremos por muito tempo depois.
Por isso, relacione-se sempre levando em consideração que somos responsáveis por quem cativamos. E quanto a seu amor, minha filha, que tanto você quanto ele, dediquem-se ao relacionamento, até se tornarem únicos, um para o outro.
Minha querida, desejo, enfim, que um dia, quando você já houver vivido bastante, você possa viajar ao passado, através dos olhos de uma menina-moça e se recordar dos momentos nos quais você permaneceu, aprendeu, cresceu e não daqueles que apenas ficou e curtiu, passageiros e superficiais.
Mas quando meus olhos pousam nos olhos de uma jovem adolescente, algo peculiar acontece. É como se se abrisse, diante de mim, um portal para meu passado. Uma vez mais posso sentir o que um dia senti na idade dela: as dúvidas, a expectativa do amanhã, os sonhos, a liberdade...
Ao retornar dessa viagem instantânea, encarando novamente o meu tempo de hoje, trago junto de mim, muitos pensamentos e uma imensa vontade de compartilhá-los com a dona do portal a quem, carinhosamente, chamo aqui de minha filha.
É como se eu pudesse conversar comigo mesma, adolescente.
Minha filha, dentre tantas descobertas que a vida prepara para essa fase florida de nosso caminho, está a emoção do coração batendo apressado quando seus olhos são aprisionados pelo misterioso olhar de alguém que, com apenas um sorriso, é capaz de provocar-lhe sentimentos diversos.
É um novo convite, trazido a você, pela Vida. É oportunidade de conhecer outro tipo de relacionamento, muitas vezes observado por você nos contos de fada. Agora é sua vez, de encontrar outro coração, para entoarem juntos, a melodia do amor.
Mas que tristeza se apodera de mim, minha filha, quando não percebo, em seu olhar, esse sonho, de compartilhar sua vida, mas apenas o desejo de trocar algumas horas, de ficar e não permanecer.
Ficar é rápido e passageiro. Não acrescenta, não transforma, não aprende, não ensina. Precisamos do tempo para crescer e evoluir. As melhores coisas que conquistamos na vida foram resultado do tempo. Por que se privar disso?
Minha filha, para responder a essa pergunta, não recorra ao coro de vozes predominante em nossa sociedade. A resposta dele eu já sei. Investigue suas crenças, seus ideais, seus sonhos. Permita-se aprender a se relacionar, buscando conhecer aquele com quem embarcará, mais tarde, na viagem da vida a dois.
Da visita que fiz ao meu passado, possibilitada por você, eu trouxe um presente. É algo que tem feito parte de minha vida. Esteve presente nos momentos de decisões que tomei, orientando-me os pensamentos. É filosofia de vida. É conselho de verdadeiro amigo. Ofereço-o a você, minha filha, esse tesouro que nem todos compreendem o valor: Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. É a opinião do maior príncipe que já conheci, o Pequeno Príncipe.
Ele não só me ensinou a olhar além do que os olhos podem ver e a ouvir o que está por trás das palavras, mas me fez entender que nos tornamos responsáveis por aquilo que cativamos.
Desejo tanto, minha filha, que você viva a experiência de cativar e de ser cativada... Mas, para cativarmos, não podemos ter pressa. Precisamos de tempo, de tempo bem maior do que algumas horas nas quais ficamos na companhia de alguém.
A raposa do Pequeno Príncipe dizia que, para cativar, é preciso ser paciente. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto.... Foram essas, exatamente, as palavras dela.
Milha filha, cative seu amor e se deixe cativar por ele. É como se você iniciasse uma jornada por um mundo novo, que irá interagir com o seu, influenciando um ao outro, até nascer um lugar comum, estabelecido a partir do respeito aos desejos e limites de cada um. Respeite, então, seu amor e o ensine a respeitá-la também.
Esteja, porém, atenta, porque muitas vezes aquilo que você julga ser segurança, é, na verdade, um disfarce assumido pela imaturidade, tentando convencer os outros de que sabe o que está fazendo e tem domínio da situação. Lembre-se, então, de que o essencial é invisível aos olhos e esforce-se para enxergar além das aparências.
Cuidado, minha querida, pois, por outro lado, aquilo que podem dizer a seu respeito que é insegura para assumir as convenções sociais em moda na verdade, é responsabilidade, própria do espírito maduro, que não abre mão de seus valores.
Viva, por fim, esses momentos especiais, que deixarão lembranças coloridas e perfumadas em sua mente, como se seu futuro dependesse deles, porque é exatamente isso que acontece. É nessa fase de descobertas e questionamentos que escolhemos o rumo que seguiremos por muito tempo depois.
Por isso, relacione-se sempre levando em consideração que somos responsáveis por quem cativamos. E quanto a seu amor, minha filha, que tanto você quanto ele, dediquem-se ao relacionamento, até se tornarem únicos, um para o outro.
Minha querida, desejo, enfim, que um dia, quando você já houver vivido bastante, você possa viajar ao passado, através dos olhos de uma menina-moça e se recordar dos momentos nos quais você permaneceu, aprendeu, cresceu e não daqueles que apenas ficou e curtiu, passageiros e superficiais.
Outros artigos de Cristiane M. L. Beira.
Comentários enviados.
Nenhum comentário enviado até o momento.
PUBLICIDADE
Últimas Notícias
07/09/2010 - 14h47
06/09/2010 - 10h14
06/09/2010 - 10h16
06/09/2010 - 10h19
06/09/2010 - 11h08





