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SuperCap de Ouro
Gustavo Reis e Patrícia Salvador O prefeito de Jaguariúna, Gustavo Reis, em cerimônia de gala no Circulo Militar, em São Paulo, no dia 30 de agosto, recebeu o prêmio SuperCap de Ouro, juntamente com outras personalidades do setor artístico, cultural e político. O prêmio é concedido por uma rede de jornais de bairro de São Paulo. Na foto, o prefeito está ao lado de Patrícia Salvador, apresentadora do SBT, que também foi homenageada.

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Graça Costa
Psicóloga Clínica e Psicanalista
A Maternidade dos Tempos Modernos
09/05/2010 - 0 comentários - Comente este artigo
Esse parece ser um momento oportuno, homenagem ao dia das mães, para refletirmos sobre a maternidade dos tempos modernos. Na contemporaneidade atual, usufruímos de maior liberdade do que nossas antepassadas. Desde a revolução industrial e os avanços da alta tecnologia a mulher vem evoluindo na busca da sua identidade política e psico- social, apesar da influencia da sociedade ainda ser manejada pela ótica do homem: leis e diretrizes sociais.

Mesmo com todos esses avanços a mulher ainda sofre constrangimentos de abusos físicos e morais. Pesquisadores de toda ordem observam que esses abusos originados dos assédios morais e das violências físicas tem em alto grau aprovações de ordem cultural e até mesmo religiosos. Uma situação que independe de classes e raças sociais. Diríamos que esta é uma forma arcaica de aprisionar a mulher à compreensão masculina sobre a figura feminina em toda sua singularidade.

Autores dos séculos passados, e arrisco a dizer que ainda hoje, pensavam e pensam a figura feminina sob a ótica da maternidade, impondo ganhos e destaques à mulher apenas por este prisma da existência humana: ser mãe e senhora do lar. A luta para mudar isto tem sido significativa e árdua, apesar da imposição cultural, numa outra ponta, de levar a mulher a pensar e olhar-se muito mais para a suas formas estéticas no âmbito da beleza física e escultural, quando não está ocupada gerando e cuidando dos filhos. E a mulher diante de tais apelos é mesmo mais sensível, pois sua relação com o espelho é desde cedo marcada como um vinculo real e verdadeiro.

De fato a mulher cede cada vez mais aos apelos da tecnologia para manter-se horas a fios e econômicos bela e atualizada no âmbito da estética física, em detrimento do interior psíquico que está carregado pelos sonhos, afetos, e criatividades. A busca da jovialidade e da beleza escultural, marcada por horas de academias e ou cirurgias plásticas, levam-nos para longe do estereótipo maternal, do colo cheio de amor para dar aos maridos e aos filhos, sem jamais olhar para si e isto gera em muitas as aflições e culpas por retardarem a maternidade ou por não dedicarem-se única e exclusivamente aos cuidados dos filhos.

Nesta dualidade entre a beleza física e o espírito maternal a mulher moderna posterga cada vez mais o tempo de ser mãe, sabe que ao conceber-se mãe estará perpetuando o vinculo que marca a grande diferença entre ela e o homem: o vinculo do amor maior, do amor universal. Claro, existe a outra ponta, que são as jovens engravidando cada vez mais prematuramente cedendo lugar aos estímulos precoces da sexualidade. Agem pelo ato em si, desprovidas da capacidade das escolhas e do tempo da maturidade da própria existência. É lamentável observarmos o desenrolar destes casos, crianças gerando crianças e longe dos companheiros, amparadas apenas pelos adultos a sua volta.

Gosto de pensar que a maternidade é um momento que põe a mulher na condição de doar e conceder seu tempo e espaço a outro ser a quem chamará de filho e ele a tomará como mãe. No cotidiano da vida contemporânea a mulher divide-se entre os afazeres domésticos e os avanços na sua profissão ou trabalho. A maternidade ainda é, e acho que sempre será, o ideal da mulher, mas o quando, o quanto e o como ser mãe vem sofrendo mudanças significativas no perfil feminino de ser, e nesta ótica a parceria com o companheiro será sempre de suma importância para ambos possam, mulhere e homem, gerar filhos do amor e não apenas do ato sexual.

A maternidade então hoje, pode ser vista como uma escolha e não mais como uma imposição dos instintos, social, política e cultural. É claro que quanto mais evoluída seja a mulher mais tempo para se conhecer ela terá e assim mais contexto da liberdade para optar pelo seu momento materno. Claro também, estamos longe de esquecer daquelas mulheres que ainda sofrem a influencia ativa do jugo masculino e tem na maternidade um acontecimento continuado da sua condição de mulher, onde as leis são mantidas pela a primazia do sexo masculino. A estas e a todas as mulheres precisamos cuidar e homenagear sempre, pois toda mulher ascende para a humanidade os vínculos ligados ao amor universal.


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