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Thelma C. Jorge Jacomasso
Fonoaudióloga - Responsável pela PrimeFono Consultoria. E-mail: contato@primefono.com.br
Saúde cerebral
28/04/2010 -
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Há uma base biológica para nossa personalidade, comportamento, assim como para os distúrbios mentais.
Mais do que apaixonante, as descobertas sobre o cérebro humano a que temos acesso é somente a ponta do iceberg, ou seja, ainda estamos prestes a desvendar mistérios que mudarão para sempre o modo como vemos a nós mesmos.
Tal como todo o nosso corpo, o cérebro está sujeito às mesmas influências e disfunções dos outros órgãos e, como um conjunto de músculos, ele responde ao uso e à falta de uso, desenvolvendo-se e permanecendo vivo ou deteriorando-se.
Assim, pela primeira vez, estamos aprendendo a ver as deficiências mentais como sistemas físicos que necessitam de treino e prática.
O cérebro é composto por um sistema dinâmico altamente sensível, ainda que robusto, que pode adaptar-se para melhor ou para pior, a quase qualquer elemento do seu meio ambiente.
Se queremos treinar nosso cérebro para que seja bem sucedido no mundo, certamente precisamos tomar conhecimento dos vários fatores que podem influenciar as funções cerebrais: não existem 2 cérebros iguais e nenhum cérebro é perfeito - é nossa responsabilidade aprendermos a respeito de nós próprios e do que confere a cada um de nós um modo ímpar de ver o mundo.
De fato, quase tudo o que fazemos, comemos ou bebemos pode afetar o cérebro. A genética é importante, mas não determinativa e os tipos de exercícios, sono, dieta, amigos e atividades que escolhemos, assim como os objetivos a que nos propomos têm igual poder para mudar nossas vidas.
O debate entre natureza (genes) e cultura (meio social) vem sendo travado com maior ou menor intensidade há uns dois mil anos.
Em extremos opostos estão os que citam os males da sociedade como causa de todos os problemas mentais; em outro extremo estão os que responsabilizam os genes defeituosos por todos os males da sociedade e por muito tempo lutaram para que as pessoas chamadas defeituosas se reproduzissem.
Na realidade não existe debate: grande parte do que somos é resultado da interação dos nossos genes com as nossas experiências de vida. Em alguns casos os genes são mais importantes, ao passo que em outros o meio é crucial.
O problema está em querermos um culpado para concentrarmos nossos esforços na busca pela cura. Enquanto alguns têm esperanças de que programas especiais mudem o meio social de uma criança e com isso contribua para seu melhor desenvolvimento, outros esperam que uma alteração genética ou uma droga cure todo o comportamento inadequado.
Cabe-me ressaltar que tais abordagens simplistas raramente funcionam e que genética não é sinônimo de destino. O ponto importante é que a questão não é natureza x cultura, mas um equilíbrio entre natureza e cultura.
O cérebro não é um computador que simplesmente executa programas geneticamente predeterminados: os genes e o ambiente interagem para mudar continuamente o cérebro desde que somos concebidos até o instante em que morremos.
E nós, na medida em que os nossos genes nos permitem, podemos configurar ativamente o modo como nosso cérebro se desenvolve ao longo da nossa vida.
Devemos ter sempre em mente que o desenvolvimento humano é um processo que dura a vida inteira, ou seja, é contínuo. Não somos prisioneiros dos genes ou do nosso meio.
Pobreza, alienação, drogas, desequilíbrios hormonais e depressão não ditam o fracasso, assim como riqueza, aceitação, alimentação saudável e exercícios físicos não garantem o sucesso.
Genes e meio social trabalham juntos para modelar nosso cérebro e podemos administrar ambos se assim quisermos. Pode ser uma tarefa mais árdua para pessoas com certos genes ou vivendo em certos ambientes... mas dizer tarefa mais árdua não é predeterminar o destino.
Mais do que apaixonante, as descobertas sobre o cérebro humano a que temos acesso é somente a ponta do iceberg, ou seja, ainda estamos prestes a desvendar mistérios que mudarão para sempre o modo como vemos a nós mesmos.
Tal como todo o nosso corpo, o cérebro está sujeito às mesmas influências e disfunções dos outros órgãos e, como um conjunto de músculos, ele responde ao uso e à falta de uso, desenvolvendo-se e permanecendo vivo ou deteriorando-se.
Assim, pela primeira vez, estamos aprendendo a ver as deficiências mentais como sistemas físicos que necessitam de treino e prática.
O cérebro é composto por um sistema dinâmico altamente sensível, ainda que robusto, que pode adaptar-se para melhor ou para pior, a quase qualquer elemento do seu meio ambiente.
Se queremos treinar nosso cérebro para que seja bem sucedido no mundo, certamente precisamos tomar conhecimento dos vários fatores que podem influenciar as funções cerebrais: não existem 2 cérebros iguais e nenhum cérebro é perfeito - é nossa responsabilidade aprendermos a respeito de nós próprios e do que confere a cada um de nós um modo ímpar de ver o mundo.
De fato, quase tudo o que fazemos, comemos ou bebemos pode afetar o cérebro. A genética é importante, mas não determinativa e os tipos de exercícios, sono, dieta, amigos e atividades que escolhemos, assim como os objetivos a que nos propomos têm igual poder para mudar nossas vidas.
O debate entre natureza (genes) e cultura (meio social) vem sendo travado com maior ou menor intensidade há uns dois mil anos.
Em extremos opostos estão os que citam os males da sociedade como causa de todos os problemas mentais; em outro extremo estão os que responsabilizam os genes defeituosos por todos os males da sociedade e por muito tempo lutaram para que as pessoas chamadas defeituosas se reproduzissem.
Na realidade não existe debate: grande parte do que somos é resultado da interação dos nossos genes com as nossas experiências de vida. Em alguns casos os genes são mais importantes, ao passo que em outros o meio é crucial.
O problema está em querermos um culpado para concentrarmos nossos esforços na busca pela cura. Enquanto alguns têm esperanças de que programas especiais mudem o meio social de uma criança e com isso contribua para seu melhor desenvolvimento, outros esperam que uma alteração genética ou uma droga cure todo o comportamento inadequado.
Cabe-me ressaltar que tais abordagens simplistas raramente funcionam e que genética não é sinônimo de destino. O ponto importante é que a questão não é natureza x cultura, mas um equilíbrio entre natureza e cultura.
O cérebro não é um computador que simplesmente executa programas geneticamente predeterminados: os genes e o ambiente interagem para mudar continuamente o cérebro desde que somos concebidos até o instante em que morremos.
E nós, na medida em que os nossos genes nos permitem, podemos configurar ativamente o modo como nosso cérebro se desenvolve ao longo da nossa vida.
Devemos ter sempre em mente que o desenvolvimento humano é um processo que dura a vida inteira, ou seja, é contínuo. Não somos prisioneiros dos genes ou do nosso meio.
Pobreza, alienação, drogas, desequilíbrios hormonais e depressão não ditam o fracasso, assim como riqueza, aceitação, alimentação saudável e exercícios físicos não garantem o sucesso.
Genes e meio social trabalham juntos para modelar nosso cérebro e podemos administrar ambos se assim quisermos. Pode ser uma tarefa mais árdua para pessoas com certos genes ou vivendo em certos ambientes... mas dizer tarefa mais árdua não é predeterminar o destino.
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