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Dr. Nestor S. Penteado Filho assumiu, no início de agosto, a Delegacia Seccional de Mogi Guaçu. É especialista e mestre em Direito processual penal pela Universidade Paulista, autor de diversas obras na área jurídica, professor da Faculdade de Direito de Jaguariúna (FAJ), professor concursado da Academia de Polícia Civil de São Paulo e coordenador do curso de pós-graduação em criminologia da Faculdade de Direito de Jaguariúna.

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Júlia F. Heimann
Pedagoga, escritora e poetisa, membro das Academias de Letras de Jundiaí, autora dos livros "Vendo e Escrevendo", "Catarse", "Criança aprende fácil", "Risos e Rimas", "História de Jundiaí" e "Lendas de Todos os Tempos".
Recordar é viver
08/04/2010 - 1 comentários - Comente este artigo
Há muitos anos, uma música com esse nome fez enorme sucesso: Recordar é viver... E, de fato, é. Recordar épocas boas revive imagens e sensações agradáveis. Hoje, nosso texto recordará os bondes da nossa infância e falará sobre os atuais.

Os bondes da nossa infância trazem boas recordações, foram os bondes do Alto da Boa Vista-RJ. Nos dias de semana, serviam de condução para os estudantes e trabalhadores; aos finais de semana, serviam para os turistas apreciarem as belezas naturais do local.

Mesmo desativada, essa linha de bonde continua na história, pois foi o primeiro trilho elétrico construído na América Latina. Há registros de que um grande usineiro carioca, em 1890, usava bonde de tração animal para transportar seu produto. Necessitando de algo mais rápido, teve a ideia de trazer o elétrico. A Cia. da Estrada de Ferro da Tijuca instalou os trilhos e os cabos elétricos. Nessa época, já trafegavam bondes nos EE.UU. e a companhia importou doze.

A inauguração foi em 1892, com 5 km de percurso. Anos depois, vieram outras linhas que iam de norte a sul da cidade.

A circulação foi até 1960, sendo desativada pela pressão dos donos de empresas de ônibus e lotações.

Em 1965, quando o Rio festejou seu 400º. aniversário, a Cia. de Transportes Coletivos reformou dez bondes para uso turístico na linha do Alto da Boa Vista. Um ano depois, forte tempestade destruiu parte dos trilhos, que foram restaurados e reiniciaram a viagem no Dia de Natal. Logo depois, em janeiro de 1967, outra tempestade danificou os cabos elétricos e pararam definitivamente de circular.

Em São Paulo, a última viagem do bonde elétrico “Camarão” foi em 1968, saindo da Vila Mariana até Santo Amaro. Em sua última viagem, foi seguido por muitos carros, em marcha lenta, como um cortejo.

Esse tipo de transporte circulou em várias cidades brasileiras, primeiro com tração animal, depois a vapor e, no final do século 19, à eletricidade.

Mas os bondes elétricos não são coisas do passado. Hoje, no Rj, eles funcionam na linha Santa Teresa, saindo do Largo da Carioca até o bairro Santa Teresa, transportando moradores do local. Aos sábados, fazem uma viagem especial parando em lugares turísticos, incluindo o Museu do Bonde. Passam pelos Arcos (antigo aqueduto construído no período colonial), no bairro da Lapa e seguem até o Silvestre. O valor da passagem é, apenas, R$ 0,60. Há alguns anos, iam até a junção com a Estrada de Ferro do Corcovado, mas toda a fiação foi roubada e não há interesse em repô-la.

Em Santos, pararam de circular em 1971. Hoje, fazem um roteiro turístico de 1700 metros pelo centro histórico da cidade. Santos é referência para outras cidades que têm projetos para reimplantação dos elétricos, como Belém, Belo Horizonte e Manaus.

Em Campinas, circulam no Parque Portugal, Taquaral, levando os visitantes para um passeio local.

Em Curitiba, começaram a circular em 1912 e foram desativados em 1952. Recebemos informações da existência de um projeto municipal que porá duas linhas em circulação ainda neste ano. Terão embarque e desembarque em qualquer ponto da cidade, servindo aos curitibanos e turistas.

Também estão em funcionamento em outros países. Em Lisboa, os ‘eléctricos’ –bondes com as laterais fechadas – transportam estudantes e trabalhadores lisboetas. Servem também aos turistas e há várias linhas funcionando pelas zonas mais antigas da cidade. Há também ‘eléctricos’ na cidade do Porto.

Em São Francisco (EE.UU) eles são famosos. Em Zurique (Alemanha), Basileia (Suiça) e Estrasburgo (França) ainda circulam.

Segundo pesquisa, há duas versões para o nome “bonde”. Uma, que foi devido ao nome de uma companhia americana: Eletric Bond & Share; outra, que os bilhetes emitidos pela empresa tinham o nome de bonds.

Do bonde saíram algumas expressões que se incorporaram ao nosso idioma: andar na linha (ser correto); pegar o bonde andando (entrar no meio da conversa); perder o bonde (perder o contexto); tocar o bonde (seguir adiante); tomar o bonde errado (errar numa escolha); almofadinha (cheio de cuidados no trajar). Chamavam de almofadinha os que levavam uma almofada para as viagens, visto os bancos serem de madeira. E o mais engraçado: trombada, que adveio da colisão de um elefante fugido de um circo com um bonde, em São Paulo.

Pois é, recordar é viver...
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Comentários enviados.
Enviado em 11/08/2010 por zeumasantos
Com certeza é uma verdade.Quatos risos ,quando recordamos algo do passado.Ele as vezes nos faz repensar e tirar sempre um proveito,uma conclusão,uma atitude ao que o passado nos remete.E esse a que voce se refere é real,então melhor ainda
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