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Eliana Dagmar
Comunicadora de Rádio e TV
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Diante de que altar nos ajoelhamos?
17/03/2010 -
2 comentários - Comente este artigo
A Campanha da Fraternidade deste ano traz um tema importante: Economia e Vida. Embora à primeira vista possa nos parecer um tema complexo e distante de nossa vivência diária, ele é convite de reflexão sobre uma tendência cada vez maior do homem moderno que é a de valorizar excessivamente os bens materiais. O lema da CF pontua claramente essa questão: Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro (Mt 6,24)
Em sua prática evangelizadora, a Igreja tem repetido à exaustão que a família é a Igreja doméstica, espaço sagrado onde a fé e os mais caros valores cristãos podem (e devem) ser vivenciados. A figura da Igreja sempre nos remete ao simbolismo do altar, diante do qual nos ajoelhamos para render graças ao Senhor absoluto de nossas vidas, numa expressão de reverência e respeito. Intuímos que ao nos aproximar do altar, entramos em comunhão com o sagrado que habita em nós.
Na igreja doméstica - a família também constatamos a existência do altar; não obrigatoriamente concreto e visível, mas referendado pelas ações que celebram os valores nele consagrados. Ainda que abstrato, tem a força de ditar comportamentos, pois através de atitudes e palavras é que construímos diariamente esse altar, num testemunho que tem a força de transmitir aos nossos filhos a imagem do Senhor a quem servimos.
Revelamos concretamente nossa crença de acordo com a maneira com que tratamos vários assuntos na rotina de nossos dias. Algumas questões são pertinentes para nos acompanhar nessa reflexão: estamos preocupados exclusivamente com o tesouro que se traduz em bens materiais? Desejamos a qualquer custo abarrotar de dinheiro os cofres que nos enriquecem? Para obter lucros e vantagens, atropelamos valores como honestidade, integridade, amizade e outros mais? Somos sensíveis às necessidades de fome, frio e abrigo dos nossos semelhantes? Permitimos que o consumismo desenfreado seja referência de felicidade em nosso lar? Permitimos que através da mídia inconsequente nosso lar seja invadido por contravalores que desmerecem a dignidade humana? Pagamos salários justos e respeitamos os direitos sociais e trabalhistas das pessoas que nos servem? Essas e outras questões podem nortear nossa reflexão em torno da temática proposta pela Campanha da Fraternidade deste ano.
É imperioso lembrar que a sociedade moderna, norteada por valores extremamente capitalistas, tem se deixado guiar pela força do dinheiro em detrimento da força do Amor. Retomando a figura do altar em nossa vivência, é forçoso destacar que quando nos ajoelhamos diante do altar consagrado ao Criador, sua força verdadeiramente nos liberta das amarras que as circunstâncias podem tentar nos impor. Tantas vezes, no entanto, ajoelhados diante da força do dinheiro, hipnotizados pelo brilho fugaz que sua conquista apresenta, tornamo-nos escravos de um poder que aprisiona. Que não se tome essa reflexão como apologia à miséria ou incentivo à apatia capaz de abortar importantes conquistas oriundas do trabalho. É justo buscar a recompensa financeira pelo trabalho que executamos, sem esquecer que ao fazê-lo, estamos nos valendo dos dons por Deus ofertados. Que possamos ter sempre presente em nosso coração a certeza de que o Senhor que servimos é misericordioso e nos convida a partilhar os dons com que generosamente nos presenteia.
Em sua prática evangelizadora, a Igreja tem repetido à exaustão que a família é a Igreja doméstica, espaço sagrado onde a fé e os mais caros valores cristãos podem (e devem) ser vivenciados. A figura da Igreja sempre nos remete ao simbolismo do altar, diante do qual nos ajoelhamos para render graças ao Senhor absoluto de nossas vidas, numa expressão de reverência e respeito. Intuímos que ao nos aproximar do altar, entramos em comunhão com o sagrado que habita em nós.
Na igreja doméstica - a família também constatamos a existência do altar; não obrigatoriamente concreto e visível, mas referendado pelas ações que celebram os valores nele consagrados. Ainda que abstrato, tem a força de ditar comportamentos, pois através de atitudes e palavras é que construímos diariamente esse altar, num testemunho que tem a força de transmitir aos nossos filhos a imagem do Senhor a quem servimos.
Revelamos concretamente nossa crença de acordo com a maneira com que tratamos vários assuntos na rotina de nossos dias. Algumas questões são pertinentes para nos acompanhar nessa reflexão: estamos preocupados exclusivamente com o tesouro que se traduz em bens materiais? Desejamos a qualquer custo abarrotar de dinheiro os cofres que nos enriquecem? Para obter lucros e vantagens, atropelamos valores como honestidade, integridade, amizade e outros mais? Somos sensíveis às necessidades de fome, frio e abrigo dos nossos semelhantes? Permitimos que o consumismo desenfreado seja referência de felicidade em nosso lar? Permitimos que através da mídia inconsequente nosso lar seja invadido por contravalores que desmerecem a dignidade humana? Pagamos salários justos e respeitamos os direitos sociais e trabalhistas das pessoas que nos servem? Essas e outras questões podem nortear nossa reflexão em torno da temática proposta pela Campanha da Fraternidade deste ano.
É imperioso lembrar que a sociedade moderna, norteada por valores extremamente capitalistas, tem se deixado guiar pela força do dinheiro em detrimento da força do Amor. Retomando a figura do altar em nossa vivência, é forçoso destacar que quando nos ajoelhamos diante do altar consagrado ao Criador, sua força verdadeiramente nos liberta das amarras que as circunstâncias podem tentar nos impor. Tantas vezes, no entanto, ajoelhados diante da força do dinheiro, hipnotizados pelo brilho fugaz que sua conquista apresenta, tornamo-nos escravos de um poder que aprisiona. Que não se tome essa reflexão como apologia à miséria ou incentivo à apatia capaz de abortar importantes conquistas oriundas do trabalho. É justo buscar a recompensa financeira pelo trabalho que executamos, sem esquecer que ao fazê-lo, estamos nos valendo dos dons por Deus ofertados. Que possamos ter sempre presente em nosso coração a certeza de que o Senhor que servimos é misericordioso e nos convida a partilhar os dons com que generosamente nos presenteia.
Comentários enviados.
Enviado em 17/04/2010 por Cathy
Muito bom seu artigo amiga. Mas, como capitalista que sou, diria que não quero o capitalismo selvagem, e sim o capitalismo solidário presente na economia solidária. O homem negocia bens desde sempre, somos negociadores, nunca deixaremos de sê-lo, em todos os sentidos que a negociação possui. E alguns são melhores negociadores do que outros. É a natureza. Por isso não somos todos iguais. Somos sim todos diferentes e diversos, e a única coisa que nos une é nossa espécie, sua sobrevivência e seu motivo de ser. A União na diversidade é urgente. Mas não creio que o ser humano de hoje em dia (ainda não) esteja pronto para o tal salto quantico. Mas está perto, tenho FÉ, como você. Um beijo em sua alma.
Enviado em 31/03/2010 por Benedito Aparecido Alves
A Campanha da Fraternidade, construida a partir dos anos 60, onde os subsidios nos leva a reflexão de temas atuais, em que a nossa Santa Igreja inspirada pelo Espirito Santo e pelos seus pastores os Bispos, numa linguagem apoiada no Santo Evangelho, e nas realidades de cada comunidade, explorar e levar os participantes no ver, julgar e agir, fazendo com cada pessoa descubra dentro de si a grandeza de adquirir conhecimentos para saber fazer a leitura critica do poderio economico que deveria estar a serviço de toda a humanidade,mas conforme nos mostra o manual, o texto base e os subsidios para todas as faixas etárias, isso mostra a preocupação sempre atual da Igreja em educar o povo para democraticamente e instruidos e preparados construir uma sociedade dialogal, e sedimentando a estrada da Paz da harmonia e da promoção social.Diante disso parabenizo o artigo sobre o tema da CF de 2010, em que não podemos servir a dois senhores, a Deus e o dinheiro.
Podemos aferir que pela grandeza e do espirito cristão, e a nobreza de espirito, que abre esse site para esse PAPO SERIO, e põe serio nisso.
Que Deus derrame abundantes graças e bençãos a voce e a todos que colaboram nesse riquissimo e nobre espaço.
Abraços fraternos
Benedito e Maria Ines
Pastoral Familiar
Jaguariuna
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