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Circuito das Águas Paulista
Jaguariúna
A origem de Jaguariúna remonta aos tempos do antigo caminho dos Goiáses, quando por aqui passavam os bandeirantes, tropeiros e boiadeiros rumo a Goiás e Mato Grosso. Com o florescimento dos Engenhos de Açúcar e, depois, das enormes plantações de café, surgiram as grandes fazendas: as Casas Grandes e os Barões.A fundação da cidade está ligada à decisão do Coronel Amâncio Bueno (primo de Campos Sales, que foi Presidente da República, e da baronesa de Ataliba Nogueira) em construir uma Vila em terras de sua propriedade, desmembrando, assim, a Fazenda que se denominava “Florianópolis”, transformando-a em uma colônia que começou a abrigar os imigrantes italianos e portugueses.
As terras da Fazenda Florianópolis foram doadas por D.Pedro II aos pais do Coronel Amâncio Bueno. Suas terras ocupavam a margem esquerda do Rio Jaguary (hoje os resíduos daquelas vastas terras se restringem á pequena área ocupada pela Fazenda Serrinha).
Esses imigrantes, observando que a construção da Estrada de Ferro era uma realidade que logo se concretizaria, começaram a transformar aquelas terras férteis em uma rica e promissora região agrícola.
Em 1875 a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro assentou seus trilhos na então Vila Bueno, com a construção do ramal Campinas-Mogi Mirim inaugurado pelo Imperador D. Pedro II.
Com a também inauguração da Estação de Jaguary, cujo nome é devido ao rio que margeava o traçado da linha férrea, e com a epidemia da febre amarela na cidade de Campinas, grande parte da população deslocou-se para outras regiões, muitos comerciantes começaram a desembarcar na Estação de Jaguary e aqui instalaram seus negócios e moradia.
Como tinha uma grande visão do futuro e notando o desenvolvimento do lugar, o coronel Amâncio Bueno iniciou nos idos de 1889 a construção de uma matriz, em estilo gótico-bizantino, até conseguir por provisão em 19 de fevereiro de 1892 criar a paróquia de Santa Maria, padroeira do lugar.
Em 1894, o coronel Amâncio Bueno encomenda uma planta do bairro Jaguary, projetada pelo engenheiro alemão Guilherme Giesbrecht e, junto aos poderes constituídos da época, conseguiu a criação do Distrito de Paz de Jaguary, vinculado ao município de Mogi Mirim, pela Lei nº 433 de 05 de Agosto de 1896.
Por força do Decreto Lei nº. 14.344, de 30 de novembro de 1944 foi acrescido ao vocábulo JAGUARY o termo UNA, nome de origem tupy guarany, cuja tradução oficial é: JAGUAR = onça; Y = água, rio e UNA = preta. Jaguariúna significa, portanto: Rio da Onça Preta ou Rio das Onças Pretas.
O bairro continuou em franco progresso, mas os seus habitantes sentiam-se restritos nas diversas transações que realizavam, devido às decisões governamentais serem centralizadas e os tributos públicos atingirem taxas elevadas, obstando o desenvolvimento da época.
Formou-se então em 1953 uma comissão composta de homens ilustres e de uma dinâmica sem par que, a 10 de Abril de 1953, assinava ofício à Assembléia Legislativa cujos atos versavam sobre a emancipação política de nossa terra, juntamente com uma farta documentação e uma extensão memorial que compilava dados sobre a nossa capacidade de autonomia nos setores industriais, agrícolas, comerciais e pecuários.
Em 30 de Dezembro de 1953, o povo jaguariunense recebia a grata notícia: De acordo com a Lei nº. 2456 ficara criado o Município de Jaguariúna, com demarcação da linha limítrofe, bem como o desmembramento de nossas terras do município de Mogi Mirim.O Cognome de Jaguariuna é de autoria do poeta e jornalista Francisco Luzia Neto.
Estudando-lhe as bases seu autor considerou Jaguariúna uma excelente localização geográfica, ou seja, um guia seguro no entroncamento, mostrando aos viandantes o caminho numa perfeita imitação dos astros celestes, estes, responsáveis, dentro da História do Universo, como a Luz que indicou a senda aos devotados e pacientes magos, rumo ao santo berço de Jesus. (fonte: www.jaguariuna.sp.gov.br)
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